O ministro foi recepcionado, na Câmara Municipal de Felgueiras, pelo executivo, deslocando-se depois para cerimónia oficial da entrega do documento, que se realizou numa empresa de calçado e contou com a presença de vários presidentes de câmara e representantes de entidades da região.
O presidente da autarquia de Felgueiras, Inácio Ribeiro, sublinhou o contributo do concelho para a dinamização económica do país e reivindicou mais apoios ao Estado. “Felgueiras é um concelho exportador por excelência, tem contribuído significativamente para a riqueza nacional e o sector do calçado é o que mais contribui de forma positiva para o equilíbrio da balança comercial do país.
Estes são motivos fortes para que o Estado contribua para uma dinamização mais consistente ainda. Precisamos de investimento produtivo, de mais emprego. O pagamento de portagens nas antigas SCUT torna-se numa grande despesa para esta gente empreendedora e inibia de investir ainda mais”.
O autarca fundamentou ainda que “apesar de 2011 ser um ano de crise económica e financeira, o sector do calçado, segundo dados oficiais, teve um crescimento na casa dos 10%”.
Inácio Ribeiro apontou a Agenda de Empregabilidade do Tâmega e Sousa como mais um importante instrumento de mobilização e vinculação de todos os actores de responsabilidade na promoção do emprego.
O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou que Felgueiras é um exemplo no que respeita à empregabilidade e à aposta no futuro e elogiou o trabalho dos empresários felgueirenses sublinhando que “As empresas de calçado do concelho são um exemplo de sucesso”.
O representante do Estado felicitou todos os intervenientes e elogiou a iniciativa dos municípios do Tâmega e Sousa por apresentarem este programa numa altura em que é necessário unir esforços. "Parabéns a todos, porque se uniram para apostar num factor que é muito importante para o país, como a empregabilidade, numa altura em que as taxas de desemprego são muito elevadas".
O ministro da economia felicitou a responsabilidade política da região. “Quero destacar a responsabilidade política na apresentação deste plano para o desenvolvimento da região e do país”.
A agenda da empregabilidade apresentada ao ministro procurará desenvolver acções concretas em diversas áreas de intervenção, ao nível da qualificação, do emprego e das empresas, como, criação de novos cursos em áreas estratégicas para a região; criação do Kit empreendedor para jovens, incentivando-os a apostarem no próprio emprego, certificação de profissionais em áreas chave, formação de empresários no domínio da gestão de pequenas e médias empresas, adopção e promoção de marcas de comércio, criação de cheques tecnológicos, encaminhamento de jovens e adultos para ofertas de qualificação, promoção da aprendizagem prática, junto dos jovens, sobre a vida empresarial, realização de feiras de emprego e profissões, organização de grupos de aconselhamento profissional composto por Seniores Voluntários, captação de investimento para a região, comunicação e promoção activa de produtos locais e/ou regionais, renegociação de programas de incentivo à actividade económica, apoio à internacionalização e combate ao insucesso e abandono escolar.
O plano de acção, a aplicar durante três anos, terá como parceiros, empresários, empregados e desempregados, beneficiários de RSI (rendimento social de inserção) e cerca de 500 entidades de onde se destacam entre outras as associações empresariais, redes sociais, IPSS´s, escolas, entidades privadas, bem como entidades regionais e nacionais.
Refira-se que com este plano de acção espera-se até 2015, que a Região do Tâmega e Sousa, actualmente das mais pobres da Europa, seja capaz de atingir níveis de empregabilidade que permitam um alinhamento com as regiões mais desenvolvidas do país.


