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B I O G R A F I A - Manuel de Faria e Sousa (18/03/1590 – 06/09/1660)

Polígrafo felgueirense de sólida erudição – poeta, filólogo e moralista, crítico e editor de Camões, historiador que, tomando por modelo João de Barros, projectou erguer uma história conjunta de Portugal -, Manuel de Faria e Sousa, que escreveu a maior parte dos seus livros em castelhano, é das mais relevantes figuras do seiscentismo português.    

BIOGRAFIA

18 Março 1590
Nasceu Manuel de Faria e Sousa, na Quinta da Caravela, em Pombeiro.

1600
Com apenas 10 anos de idade, faz os seus estudos em Braga ou no Mosteiro de Refojos de Basto.

1604
Entra ao serviço de D. Frei Gonçalo de Moraes, Arcebispo do Porto

1614
Casa com D. Catarina Machado, desistindo da vocação eclesiástica

1618
Com a morte do Arcebispo do Porto, Manuel de Faria e Sousa, desempregado, busca protecção na casa paterna, na Quinta da Caravela

1619
Vai para Madrid como secretário particular de Pedro Alvares Pereira, Secretário de Estado de Filipe III para os negócios de Portugal

1628
Regressa a Lisboa.

1631
Vai para Roma como secretário de D. Manuel de Moura, embaixador junto do Papa Urbano VIII.

1634
Manuel Faria e Sousa regressa a Madrid onde é preso por inconfidência. Provada a sua inocência é libertado ao fim de três meses e recompensado com uma pensão anual de 60 ducados

1649
3 de Junho, morre em Madrid em casa de Félix Machado da Silva Castro e Vasconcelos, Marquês de Montebelo

1660
6 de Setembro, por iniciativa da esposa são transladados para o Mosteiro de Pombeiro, os seus restos mortais

De entre a vasta BIBLIOGRAFIA destaca-se:

Muerte de Jesus y Manto de Maria. Madrid, 1623

Divinas y Humanas Flores. Madrid, 1624
Noches Claras. Madrid, 1624

Fuente de Aganipe y Rimas Varias. Madrid, 1624-1627, 7 vol.

Epitome de las Historias Portuguesas. Madrid, 1628, 2 tomos (Lisboa, 1663; Bruxelas, 1677).

Lusiadas de Luis de Camoens, Principe de los Poetas de España. Al Rey nuestro señor Felipe Quarto, el Grande. Madrid, 1639, 2 tomos.

Información a favor de Manuel de Faria y Sousa [...] sobre la acusación que se hizo en el tribunal del Santo Ofício de Lisboa a los comentarios que docta y judiciosa, católicamente escrevio a las Lusiadas del doctísimo y profundísimo y solidísimo poeta christiano Luis de Camoens. 1640.

Nobiliario del Conde de Barcellos D. Pedro, hijo delrey D. Dionis de Portugal, traducido y castigado con nuevas illustraciones de varias notas. Madrid, 1646.

Asia Portuguesa. Lisboa, 1666, 1674, 1675, 3 tomos.

Europa Portuguesa. Lisboa, 1667, 1679, 1680, 3 tomos.

Africa Portuguesa. Lisboa, 1681

Rimas Varias de Luis de Camoens, principe de los poetas heroicos y lyricos de España, comentadas. Lisboa, 1685-1689, 5 tomos.

Historia del Reyno de Portugal. Bruxelas 1730.


 
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