O documento mais antigo que refere a terra de Felgueiras, o testamento da condessa galega Mumadona Dias, fundadora da cidade de Guimarães, data de 959: "in felgaria rubeans villa de mauri". Igualmente é citada no Inventário dos bens, igrejas e herdades do mosteiro de N.ª S.ª da Oliveira de Guimarães: "Et in sause ad radice montis sancto felice de felgeiras rubeas villa".
Felgueiras deriva, por conseguinte, do termo felgaria, que significa terreno coberto de fetos que, quando secos, são avermelhados (rubeans ou rubeas).
Embora se desconheça o paradeiro, há historiadores que afirmam que Felgueiras recebeu um foral velho do conde D. Henrique confirmado por D. Afonso Henriques.
Contudo, somente o foral novo, concedido por D. Manuel I a 15 de Outubro de 1514, chegou até nós, existindo um exemplar no Arquivo Histórico Municipal.
As Inquirições de 1220 englobavam na terra de Felgueiras 20 freguesias, para além dos mosteiros de Caramos e de Pombeiro e as igrejas de S. Tomé de Friande e de S. André de Airães. Em 1855 Felgueiras foi transformada em comarca e passou a abranger mais 12 freguesias.
Bibliografia Recomendada:
FREITAS, Eduardo, "Felgerias Rubeas: subsídios para a história do concelho de Felgueiras". 2ª ed. Felgueiras: s.n.1985.
FERNANDES, M. Antonino, "Felgueiras de Ontem e Hoje".1989.