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Rota do Românico

Felgueiras é um extraordinário reduto de arte românica.

Durante os séculos XI e XII, foram erguidas por todo o concelho uma série de belos templos românicos.
Visivelmente semelhantes, têm cada um deles caraterísticas únicas que os diferenciam e os singularizam. Destacando-se POMBEIRO, famoso em todo o País, todos são verdadeiros marcos de Arte Românica Nacional.

O que mais impressiona nestes monumentos, independentemente da dimensão, é a sua estrutura maciça. Muros sólidos em granito, paredes cheias, com pequenas aberturas. Além destas características bem definidas, vários outros elementos são habituais na arquitetura românica: entradas bem ornamentadas (a principal e as laterais), nave transversal raras vezes saliente, alpendres coberto ou adro extenso em frente à Igreja.

A Igreja de Airães, a Igreja Matriz de Unhão, a Igreja de Sousa, a Igreja de S. Mamede de Vila Verde, e a Igreja do Mosteiro de Pombeiro fazem parte do ambicioso projeto da Rota do Românico do Vale do Sousa que partiu da Associação de Municípios do Vale do Sousa em parceria com um conjunto de entidades. O projeto no âmbito do Programa ON/Operacional Norte, eixo II, no contexto da medida 2.4 – AIBT Vale do Sousa, envolve duas tipologias de intervenção: conservação, salvaguarda e valorização do património histórico, e dinamização, promoção e animação da Rota do Românico.

Igreja de S. Mamede de Vila Verde

S.Mamede/Vila Verde

Este templo medieval situado no lugar de S. Mamede conservou até hoje as paredes e a traça das suas linhas de grande singularidade pelo aspeto tosco e primitivo. No seu interior expunha-se um raríssimo fresco de S. Bento que o tempo consumiu ou escondeu, existindo outros a merecer restauro. No exterior encontram-se os sarcófagos dos fundadores da Igreja.

Igreja Matriz de Borba de Godim

Lg. Igreja/Borba de Godim

É um templo de origem românica, a qual pode ainda ver-se em arranjos posteriores e sobretudo na silharia de óptima talha e nas fileiras de cachorrões que acompanham as paredes laterais. O interior é revestido a azulejos de tapete em tons de azul e branco. Os caixotões do tecto, apresentam belas pinturas barrocas, talvez as mais interessantes pinturas barrocas que se podem observar em toda a região.

Igreja Românica de Airães

Lg. Mosteiro/Airães

Fundada no Séc. X, possivelmente pelo Bispo de Dume D. Arias Nunes, ou por Ariano, filho de Mumadona, a quem pertenceu, passou em 1394 para a Ordem de Avis (de que foi Mestre D. João I) e desta em 1517 para a Ordem de Malta e de Cristo, da qual foi importante Comenda. Conserva muito da sua velha traça nomeadamente o seu pórtico românico; as suas três naves, firmadas em robustas e artísticas colunas; a sua rara estatuária e a talha dourada, que vale a pena admirar.

Monumento Nacional, Decreto-Lei n.º 129/77 de 29 de Setembro.

Igreja Românica de Santão

Lg. Assento/Santão

A Igreja de Santão, do séc. XII, simples e muito típica, mas, já adulterada, pertenceu ao Padroado da Ordem do Hospital de Malta, anexo ao Mosteiro de Freguim - Amarante.

No seu exterior, merece destaque a torre sineira, que forma um arco sobre o adro e duas cruzes, uma delas com a data de 1111, a porta principal, a cruz orbicular, com a particularidade de a cabeça e braços se prolongarem para fora da circunferência do disco.

Igreja Românica de Sousa

Lg. Lordelo/Sousa

Considerada uma jóia do românico em Portugal, esta Igreja conserva ainda a traça do Séc. XII. O que nela mais sobressai ao nosso olhar é o seu pórtico arqueado assente em três pares de colunas com dintel e medalhões trabalhados - e uma rosácea a iluminar o altar – mór.

No seu interior é de admirar o originalíssimo retábulo Barroco, muito bem conservado e com uma bela estátua da renascença representando o padroeiro S. Vicente.

Monumento Nacional, Decreto-Lei n.º 129/77 de 29 de Setembro.

Igreja Românica de Unhão

Lg. da Igreja/Unhão

Basílica Românica de traça muito semelhante à de Airães e de Sousa, mas anterior na construção, pois foi sagrada em 1165. Esta igreja das mais conhecidas pelos críticos da arte distingue-se sobretudo pela solene frontaria. É de admirar o magnifico pórtico, a original pia baptismal e o púlpito de talha dourada com belas telas laterais.

Imóvel Interesse Público, Decreto-Lei n.º 37728 de 5 de Janeiro de 1950.

Mosteiro de Pombeiro

Lg. Mosteiro/Pombeiro

Fundado em 13 de Julho de 1059, por D. Gomes Aciegas, foi o mais notável convento Beneditino do Norte de Portugal, pelo papel que desempenhou na história de Portugal e pela riqueza do seu património. A sua importância histórica está associada à fundação da Nacionalidade e é, por isso, o maior testemunho das nossas raízes.

É Monumento Nacional, e o seu conjunto igreja/mosteiro constituem um belo e importante exemplar da arquitetura românica e setecentista.

Monumento Nacional, Decreto-Lei de 16 de Junho de 1910.

Boletim Municipal #11 2017
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